Nuevo Mundo

"O Outro Lado da Moeda"

24 de Setembro de 1952

Pedro Villareal retorna de sua viagem de emergência à Lisboa. Nas portas da morte, seu antigo Mestre, Andrus, mandou chamá-lo. Em Lisboa, Pedro recebe de presente um anel “Presente de seu pai. Não o que você achava que era, mas o verdadeiro” atesta Andrus. Ainda antes de falecer, um homem surge e, pondo sobre a fronte de Andrus uma pedra vermelha, retira seu espírito.

Antes da festa que seria dada por Luciano, o vampiro acionista da Viacom, muitas coisas acontecem. Cuervo tem uma conversa reveladora com o antigo saxofonista do Café Confraria, e que agora é um vampiro. Drake e Luciano negociam como manter este último vivo: entregando outros vampiros, o que é imediatamente aceito por Manitou e sua Cabala.

A festa tem início. Entre bebidas, sorrisos, entrevistas e danças, os Magos especulam junto com Rosario sobre a verdadeira natureza de Thomás, agora auxiliados por Villareal, que reconheceu em Thomás o indivíduo que levou o espírito de seu Mestre. Quando Thomás chega, e deixa clara a sua intenção de matar Luciano, os Magos não tem escolha. Seguem para o terraço da Viacom, onde ocorre o enfrentamento. A batalha, que ocorre principalmente entre os três magos, com Rosario mantendo os efeitos dos feitiços fora da visão mortal, termina com Thomás levando o espírito de Luciano e este se tornando pó. Ainda ao retornar a festa para tomar as primeiras medidas, encontram o Hierarca Mercurio, que EXIGE que eles estejam em uma reunião pela manhã. O clima fica tenso entre Cuervo e Mercurio. Drake se certifica de levar os papéis em que Luciano determinava que suas ações na Viacom fossem transferidas para o Mago.

25 de Setembro de 1952

Em reunião com o Hierarca, pela manhã, novas conjecturas são lançadas. Thomás parece estar tentando abrir uma passagem para o Abismo, e de lá tirar alguma coisa. Para isso, estaria coletando energia espiritual dos telespectadores, através da Viacom. As catorze almas retiradas dos mortais seriam responsáveis por abrir uma primeira parte do selo. Thomás então precisaria de espíritos mais poderosos, como os de um Mago, um vampiro e um metamorfo ou fada. A questão que permanece é: quem ou o que ele pretende retirar de lá?

Depois de uma rápida passada pela Paróquia do Padre Lancelotti, em que recebem dele o máximo de auxílio que o mesmo pode dar, os três magos seguem para um antigo centro de tratamento psiquiátrico, onde também existe um sacrário, e que é lar de uma pequena matilha de lobisomens. Os Selvagens são avisados pelos Magos, da existência e das intenções de Thomás. É durante a tarde que interações estranhas ocorrem: Villareal é procurado por uma mecânico e plástico ser humano, que se diz representante de seu pai, e que confirma as conjecturas feitas pelos magos e pelo Hierarca. Cuervo encontra um desconhecido dentro de seu escritório, com o qual trava uma longa conversa e Drake é convidado para jantar com Thomás. Lá, ele revelará as suas intenções.

Thomás mostra-se um perfeito cavalheiro e anfitrião. Numa casa que mais parece um museu, com estelas de pedra, pergaminhos e armaduras, os Magos são recebidos. A tese com a qual Cuervo teve contato ao ler o resumo do Diário de Thomás, feito por Cortez, é confirmada. Para Thomás, a violência, desgraça e destruição que existe no mundo é culpa da inabilidade dos mortais em guiar seu próprio destino. É preciso que os mais iluminados, os Magos, guiem os mortais rumo à evolução e a paz. E que usem a força, se necessário. O que Thomás defende, é uma ditadura mágica que mantenha os mortais e a sociedade num estado de avanço e desenvolvimento perpétuo. E é o seu pai, Baal, que ele deseja retirar do Abismo, um Mago das antigas eras Atlantes, líder de uma pequena e perseguida ordem chamada de Chama Dourada, que persegue há séculos esse objetivo. Todo o esforço, as almas, a novela, a canalização de energia, se dirigia à este simples fato. Enquanto Drake, confuso, se dirige para casa, Cuervo e Villareal aceitam visualizar uma pequena experiência de Thomás. Num Artefato eles têm uma visão de um vilarejo próximo a Norfolk, na Inglaterra, onde Despertos e Adormecidos convivem mutuamente, em harmonia.

26 de Setembro de 1952

Como num passe de mágica, depois do jantar com Thomás, a vida parece ter se tornado mais normal possível. Drake passa o dia em seu escritório, Cuervo trabalha no Clarín e Villareal no Café Confraria. Eles ainda arrumam tempo de discutir a abertura de um restaurante, contratam um chefe e iniciam o processo de compra de uma borracharia ao lado do café, que possibilitará sua expansão. Ou seja, um perfeito dia de empreendedorismo.

Pelo menos até a noite. Manitou chega no Café, e afirma que os Conselheiros e o Hierarca estão rumando para a casa de Thomás, para encerrar com esse assunto definitivamente. Os três Magos resolvem partir também. Thomás está conjurando feitiços de defesa quando eles chegam “Eu estou deixando a passagem aberta para vocês”, ele diz. Cuervo e Villareal entram. Drake prefere alçar voo e ver as coisas de cima. Lá dentro, Thomás dá inicio ao ritual que trará seu pai de volta. É quando as Autoridades da cidade chegam. o Conselheiro Regulus inicia o desfiamento das proteções de Thomás. Cuervo e Villareal atiram, para distraí-lo. Atingem. O tiroteio começa. Regulus então é substituído por Mercurio, que rapidamente disfaz as proteções. Regulus, Mercurio, Viper e kabah entram na frente. Cortez hesita. Rosario entra lentamente.

Enquanto os Magos se posicionam dentro da casa, para tentar resistir ao máximo, Cortez se move rapidamente. Em um segundo, está ao lado de Cuervo, e ao lado das idéias de Thomás. Quando Drake tenta por fogo na casa para distrair todos, Cortez manipula as chamas e as lança contra os outros Conselheiros. No fim, quem entra na casa é somente Mercurio. Thomás termina o ritual. Não sabe se funcionou. Mercurio sentencia que todos serão presos e julgados. Até que um tentáculo escuro prende-se ao seus pés e puxa-o rumo à escuridão. Mercurio desaparece. Os outros Conselheiros vão embora. Quem surge é Baal, o pai de Thomás, que explica e aprofunda a teoria de seu filho. Cuervo e Villareal se dispoem a juntar-se à Ordem da Chama Dourada. Drake hesita, mas no fim é convencido por Baal. “O que eu quero, Sr. Drake, é libertar os Adormecidos desta condição em que se encontram, de escravidão. Não escravizá-los, como fazem as outras ordens atualmente, desviando-se de seu Princípio original. Veja os Guardiões do Véu. Não são mais o Olho do Dragão. Veja o Mysterium. Não cumpre mais seu papel.” sentencia o recém chegado.

Baal então entrega, diante do argumento dos Magos de que eles ainda são fracos e incapazes, livros. “São Códices”, explica “Levará vocês até onde vocês enfrentarão seus demônios pessoais para se tornarem mais fortes. Mas cuidado, nem mesmo eu derrotei todos os meus.” Em casa, cada um deles abre seus livros, para encontrá-los em branco. Uma sonolência se apodera de seus corpos, assim que começam a escrever. No Oneiros, ou plano dos Sonhos, cada um dos Magos enfrenta seus primeiros demônios pessoais. “O último sempre é o Orgulho”, dizem todos eles. Cuervo enfrenta, dialoga e por fim derrota sua pequena Inveja. Villareal questiona e supera a sua Preguiça. e Drake aprende uma importante lição de sua Ira.

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"As Jóias da Coroa"

21 de Setembro de 1952

Numa manhã chuvosa em seu escritório, Blake recebe uma visita: Pedro Emiliano, um sub-gerente da Viacom. A empresa gostaria de fazer um pedido especial: uma remessa de 50 pistolas, para “autodefesa de seus funcionários”, com a excentricidade de todas terem um pequeno rubi sintético incrustado. Pedro então mostra as pequenas pedras, e as deixa em poder de Blake. No Café Confraria, Magnum prepara um plano para se aproximar de seu alvo soviético: criar no Café uma série de palestras com especialistas em socialismo. E Cuervo, na tentativa de descobrir o que há em comum com todos os que tiveram suas almas roubadas segue para o cartório e constata: todos são descendentes de imigrantes norte-americanos. Depois de voltar ao café, percebe com apreensão o espectro do funcionário suicida do Clarín. E Blake, desconfiado, chama um joalheiro e constata: as pedras são raríssimas alexandritas.

É durante a reunião do Concílio com os Magos da cidade, em que todo esse assunto de desaparecimentos é tratado, que fica decidido que Rosario, Magnum e Cuervo irão até a casa rastreada por Cortez. Blake irá utilizar de sua influência para se infiltrar na Viacom. Ainda durante a reunião, Blake pergunta sobre a Alexandrita. É Rosario quem explica que ela funciona como um “cimento espiritual”. Na mesma noite, Magnum e Cuervo seguem para a casa de Luciano, vampiro que frequenta o Café Confraria e que é acionista de Viacom. Cuervo tenta fazê-lo falar sobre algo, a morte de Ignácio ou de Jean Baptiste, os documentos roubados, ou qualquer informação. Luciano se recusa a colaborar. Numa operação arriscada, Blake compra ações e, da noite para o dia, se torna proprietário de 7% das ações da Viacom.

22 de Setembro de 1952

De manhã, Rosario, Magnum e Cuervo seguem para a casa. É uma pequena residência no subúrbio, abandonada. Magnum força a porta. Mofo, poeira, móveis cobertos. Um sem número de dentes arrancados em cima do sofá. A lareira é acesa. Segundo andas. Quarto de criança. Uma caixinha de música tocando sozinha. No quarto de casal uma boneca embaixo da cama. Quando Cuervo vai pegá-la, algo agarra sua mão. Em pânico, ele grita. Ao subir a escada, ela cede sob o peso de Magnum, e algo agarra em sua perna. Ele atira e os fenômenos se dispersam. No sotão, mais dentes, fotos, roupas, brinquedos de criança. Magnum identifica uma parede falsa, e, ao derrubá-la, nota com horror que ela foi erigida com ossos. Atrás da parede, um altar macabro. É quando Cuervo vê A Coisa. Num novo acesso de pânico, derruba o que restou da parede e cai do segundo andar, quebrando o braço. A Coisa ainda está atrás dele. Na fuga, Cuervo acaba atropelado.

Enquanto isso, no escritório de Blake, o tempo literalmente pára. Todos os funcionários parecem congelados no tempo. No corredor, um homem pálido, encurvado e de dentes amarelados lança um ataque contra Blake, que se desvia. O homem, então, vomita um enorme número de baratas, que começam a comer vidro, madeira e tudo o que vêem pela frente. Com um feitiço certeiro, Blake lança uma rajada de vento que empurra os insetos e o homem, que foge.

Depois de sair do hospital, Cuervo se reune com Rosario, Blake, Magnum e Kabah, que aparece de última hora com uma informação valiosa. Lembrou-se de um antigo rito que permitia a fusão de duas almas despertas, que combinariam também suas capacidades mágicas. As conjecturas começam. Harry informa Magnum de que existe uma Jezebel nos registros do estado de Massachussets, e que ela teve um filho, chamado Thomás, antes de morrer. Justamente como no enredo da novela, mas em 1813. Depois de saber das baratas assassinas, Rosario tem um palpite: um Scelesti.

Enquanto Blake e Cuervo saem juntos a noite tentando encontrar pistas, e se deparam com um corpo putrefato numa lixeira, com um diário pessoal escrito em alemão, Magnum resolve sair para se embebedar. E é já no Consulado, no final da noite, que uma figura aparece com uma alexandrita na mão. E Magnum sente que perdeu algo muito precioso antes de adormecer.

E no fim desta agitada noite, em que Blake depois de se despedir de Cuervo resolve jantar, encontra ninguém menos que o homem que o atacou jantando com a Primeira Dama. Ele é convidado a se sentar na mesa. O homem é Thomás, agora bonito e elegante, um perfeito cavalheiro. É acionista majoritário da Viacom. Porém, sua cortesia só dura até Evita e sua séquito sairem. Ele procura deixar claro que quer Blake e os outros longe de seus assuntos.

23 de Setembro de 1952

Enquanto Blake e Cuervo tentam voltar um pouco ao normal, indo trabalhar, Magnum se vê as voltas quando percebe uma fraqueza e um sangramento. O médico do consulado não diagnostica nada. Magnum segue para ver Orfeu que é categórico: sua alma foi roubada. Enquanto Orfeu sai para pegar remédios, é Thomás quem entra na sala. Tortura Magnum, espremendo a alexandrita em seus dedos. E exige dele três favores. O primeiro: destruir Luciano. Entre tomar remédios e injeções para se sentir melhor, Magnum ainda arruma tempo de almoçar com Manitou, Magreb e Rosso, os Matadores de Mortos. Ele se vê sem saída, e pede ajuda deles para concretizar as ordens de Thomás.

Na reunião entre os três e Rosario, os pontos vão se ajustando. São possibilidades. É possível que a novela canalize a energia dos telespectadores para algum feitiço. É possível que Thomás seja O Thomás, filho da Jezebel histórica. É possível que ele esteja tentando invocá-la, para depois se fundir com ela. Os Magos resolvem procurar Luciano, e tentar extrair dele informações, ainda mais depois que Magnum conta o que está acontecendo com ele. Luciano iria dar uma festa à meia-noite daquele dia. Rosario e Blake tinham sido convidados, e levariam Cuervo. Magnum iria com Manitou.

Blake e Cuervo seguem então para a reunião de acionistas da Viacom. É lá que Thomás faz a sua proposta: aumentar as taxas de publicidade no horário de “Jezebel”, além de implantar uma reprise a tarde. Há discordância. Thomás é derrotado na votação. No corredor, Cuervo finalmente convence Luciano a colaborar, depois de explicar o que Thomás planeja. Na sala, Blake diz que considera Thomás um desafio. “Eu não sou um desafio, meu caro. Eu sou um Trabalho de Hércules”, responde Thomás. “E você NÃO é Hércules”, acrescenta.

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"O Roubo de Almas"

19 de Setembro de 1952

Logo pela manhã Cuervo é confrontado com uma intimação da polícia. Ele segue até a delegacia, para prestar depoimento sobre a morte de Jean Baptiste. Acaba, na verdade, trocando informações com o delegado Ortega, além de pela primeira vez entrar em um contato não muito amistoso com outro Desperto jornalista: Alessio Córdova. Enquanto isso, no café, Magnum se depara com o misterioso comercial de Tv da nova novela da Viacom: “Jezebel, a História de uma mulher traída em busca de vingança”

De volta ao Café Confraria, Cuervo encontra-se com Cortez. O Conselheiro lhe oferece um emprego no Clarín, que Cuervo aceita prontamente. Quando Cuervo menciona o fato de ter visto a Conselheira desaparecida, Cortez utiliza de seus talentos para fazê-los enxergar novamente o mesmo momento. De fato a Conselheira passou por lá, porém não adentrou o apartamento de Ignácio, como Cuervo achava. Neste meio tempo, Magnum é convocado para uma reunião no Consulado americano, com seu superior, o Coronel Watts, que lhe incumbe de observar e se aproximar de um subversivo soviético morador de Buenos Aires.

Enquanto Cuervo se demitia do trabalho, convidando a secretaria Catarina para seguir com ele para o Clarín e enfurecendo D. Melina no processo, Magnum jantava num restaurante espanhol, tentando se aproximar de seu alvo comunista. Um carro quebrado é providencial, e depois de ajudar o rapaz com os fios, Magnum consegue uma carona. Catarina vai ao Café Confraria, para conversar com Cuervo, e na sua saída as luzes do quarteirão começam a se apagar. É quando Cuervo consegue discernir na escuridão uma forma vagamente humanóide, com longosa braços, que abraça Catarina e retira algo dela. Quando se aproxima, Cuervo constata: Catarina está sem memória. Na sede do Concílio ele descobre que é mais que isso: ela está sem alma. Assim aconteceu com um Policial que supostamente havia desaparecido mas que foi encontrado. Cuervo, Magnum e Cortez concordam que Catarina fique hospedada lá.

20 de Setembro de 1952

De manhã, no Café, Magnum se depara novamente com a propaganda de “Jezebel”, e nota que a transmissão de Tv causa um efeito no público: atrai, de forma inevitável sua atenção. Já no seu primeiro dia de Clarín, Cuervo tem uma surpresa: seu novo chefe é ninguém menos que Alessio Córdova. Mas o que mais atrai sua atenção é um homem que passa correndo pelo corredor e pula pela vidraça, somente para Cuervo perceber que se tratou de uma visão. Cortez confirma, um funcionário suicidou-se há dois meses atrás. No Consulado, Magnum questiona a Harry sobre o primeiro episódio da novela. A sinopse de uma mulher julgada por crimes que não cometeu, traída e presa parece ter fisgado a atenção do rapaz, a ponto de não perceber que a secretária Amanda não ter ido trabalhar. Ligando para a casa da moça, Magnum descobre que ela está sem memória.

Depois de avisar a Cuervo, Magnum corre para o apartamento. Os dois se encontram na portaria, sobem juntos e encontram uma confusa Amanda. Concordam em levá-la até o Concílio quando as luzes do prédio se apagam. A Coisa que Cuervo havia visto reaparece, assume uma macabra forma humana, possui o corpo de Amanda somente para explodir seu peito em pedaços, justamente como Ignácio. Desnorteados, os dois magos chamam Cortez, que leva Orfeu para fazer a limpeza. Eles concordam, que naquele momento, ali não é um lugar agradável de se ficar. Como último esforço, Cortez rastreia a assinatura mágica da Coisa. Chega somente a uma casa, no mesmo bairro em que Villareal tinha chegado antes.

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"Nós Fazemos. Vocês Acompanham."

Buenos Aires, 17 de Setembro de 1952.

A simples visão da Diácono Alva, desaparecida desde Julho, levou Cuervo e Villareal correndo até uma viela escura, no mesmo quarteirão que o Café Confraria, somente para ver um jovem rapaz despencar da janela de seu apartamento no quarto andar de um prédio qualquer. Enquanto Villareal levava o rapaz ferido ao Hospital, Cuervo usa de suas credenciais de jornalista para subir ao apartamento. Trancado.

Depois de preencher inúmeros formulários e retornar ao apartamento, Villareal encontra Magnum, ambos se encontram com Cuervo e decidem forçar a porta do apartamento. Lá dentro, sem pistas. Apenas uma maleta vazia e um paletó. No bolso um crachá: “Sou Ignácio, posso ajudar? Viacom Comunicação”. Um telefonema no apartamento. Cuervo atende. “Estou lhe vendo, Sr. Santiago. Não se meta em assuntos alheios.” Villareal ainda tenta uma Mágika de localização pelo fio do telefone. A ligação é terminada quando ele consegue identificar somente o bairro: Villa Martelli.

Ávidos por informações, os Magos decidem tentar a sorte com seus contatos. Voltam ao hospital Magnum telefona para a embaixada norte-americana, e pede ao jovem Harry Kissinger informações sobre a Viacom. A primeira delas é taxativa: os Rockfeller são acionistas majoritários do conglomerado de comunicações. Coincidentemente, o médico responsável por atender Ignácio é Orfeu, ou Dr. Marcelo de Coya, que informa aos Magi o estado de coma profundo do rapaz, além de estranhos ferimentos nos pulmões. Cuervo decide ficar e acompanhar o rapaz. Magnum e Villareal retornam ao Café Confraria.

De volta ao Café, os Magos percebem a presença de Manitou. Sentando-se em sua mesa, Magnum é informado: o atual alvo dos Matadores de Mortos está no Café, e tem estado há algumas semanas. Manitou pede: “Faça-me um favor, Major Thompson. Converse com ele e descubra informações.”
Diante do Vampiro, Magnum se apresenta. O morto-vivo faz o mesmo: Luciano Vilanova. Um rápida conversa. O vampiro procura Manitou, mas não faz a menor idéia de que ela está ali. É um jogo de gato e rato. Afirmando estar interessado no jovem saxofonista, o vampiro se retira, não antes de entregar a Magnum um cartão com seu nome e o logotipo da Viacom: “Nós fazemos. Vocês acompanham.” O cartão é entregue a Manitou juntamente com uma proposta: uma união das duas cabalas para destruir Vilanova, em troca de qualquer informação que possa aparecer sobre a Viacom no processo. Ela promete pensar.

Buenos Aires, 18 de Setembro de 1952.

Enquanto isso no Hospital, Ignácio estranhamente acorda e balbucia sobre os documentos, executivos e outras palavras soltas. Cuervo pergunta quem fez isso com ele, somente para ver o peito do rapaz explodir numa massa de sangue e resíduos escuros, cheirando a enxofre, o que é confirmado pelo Dr. Marcelo. Coletando um pouco do resíduo, Cuervo ruma para o Café Confraria. Os Magos resolvem descansar da noite corrida.

Pela manhã, Cuervo ruma para a redação do jornal para receber sua tarefa das mãos de sua chefa, Melina Cárdenas: uma coletiva de imprensa entre o Presidente Perón e Jean Baptiste, diretor executivo da Viacom. Depois de marcar uma conversa com sua colega de redação, a triste Catarina, Cuervo segue para a Casa Rosada. Lá, o Presidente Perón parece ter se esquecido de todos os problemas que o governo tinha com a Viacom: as acusações de tramar contra a estabilidade democrática, as acusações de sonegação de impostos. Além disso, assina o documento que garante a Viacom, “Agora do povo argentino, já que os Rockefeller venderam sua participação para a Família Mendoza”, uma concessão de transmissão televisiva.

Cuervo ainda segue Jean Baptiste, mas não consegue se comunicar com o executivo. Apela para a secretária, diz se tratar de assuntos relacionados aos misteriosos desaparecimentos que vem ocorrendo em Buenos Aires e ao assassinato de Ignácio. O diretor consente uma conversa: afirma que se encontrará com Cuervo no Parque Sarmiento. Após telefonema de Cuervo, Magnum e Villareal rumam apressados, somente para ver o executivo ser atropelado no momento em que atravessava a rua para a conversa. Uma falha no feitiço de localização de Villareal faz com que os três Magos esqueçam todas as características do carro…
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