Nuevo Mundo

"As Jóias da Coroa"

21 de Setembro de 1952

Numa manhã chuvosa em seu escritório, Blake recebe uma visita: Pedro Emiliano, um sub-gerente da Viacom. A empresa gostaria de fazer um pedido especial: uma remessa de 50 pistolas, para “autodefesa de seus funcionários”, com a excentricidade de todas terem um pequeno rubi sintético incrustado. Pedro então mostra as pequenas pedras, e as deixa em poder de Blake. No Café Confraria, Magnum prepara um plano para se aproximar de seu alvo soviético: criar no Café uma série de palestras com especialistas em socialismo. E Cuervo, na tentativa de descobrir o que há em comum com todos os que tiveram suas almas roubadas segue para o cartório e constata: todos são descendentes de imigrantes norte-americanos. Depois de voltar ao café, percebe com apreensão o espectro do funcionário suicida do Clarín. E Blake, desconfiado, chama um joalheiro e constata: as pedras são raríssimas alexandritas.

É durante a reunião do Concílio com os Magos da cidade, em que todo esse assunto de desaparecimentos é tratado, que fica decidido que Rosario, Magnum e Cuervo irão até a casa rastreada por Cortez. Blake irá utilizar de sua influência para se infiltrar na Viacom. Ainda durante a reunião, Blake pergunta sobre a Alexandrita. É Rosario quem explica que ela funciona como um “cimento espiritual”. Na mesma noite, Magnum e Cuervo seguem para a casa de Luciano, vampiro que frequenta o Café Confraria e que é acionista de Viacom. Cuervo tenta fazê-lo falar sobre algo, a morte de Ignácio ou de Jean Baptiste, os documentos roubados, ou qualquer informação. Luciano se recusa a colaborar. Numa operação arriscada, Blake compra ações e, da noite para o dia, se torna proprietário de 7% das ações da Viacom.

22 de Setembro de 1952

De manhã, Rosario, Magnum e Cuervo seguem para a casa. É uma pequena residência no subúrbio, abandonada. Magnum força a porta. Mofo, poeira, móveis cobertos. Um sem número de dentes arrancados em cima do sofá. A lareira é acesa. Segundo andas. Quarto de criança. Uma caixinha de música tocando sozinha. No quarto de casal uma boneca embaixo da cama. Quando Cuervo vai pegá-la, algo agarra sua mão. Em pânico, ele grita. Ao subir a escada, ela cede sob o peso de Magnum, e algo agarra em sua perna. Ele atira e os fenômenos se dispersam. No sotão, mais dentes, fotos, roupas, brinquedos de criança. Magnum identifica uma parede falsa, e, ao derrubá-la, nota com horror que ela foi erigida com ossos. Atrás da parede, um altar macabro. É quando Cuervo vê A Coisa. Num novo acesso de pânico, derruba o que restou da parede e cai do segundo andar, quebrando o braço. A Coisa ainda está atrás dele. Na fuga, Cuervo acaba atropelado.

Enquanto isso, no escritório de Blake, o tempo literalmente pára. Todos os funcionários parecem congelados no tempo. No corredor, um homem pálido, encurvado e de dentes amarelados lança um ataque contra Blake, que se desvia. O homem, então, vomita um enorme número de baratas, que começam a comer vidro, madeira e tudo o que vêem pela frente. Com um feitiço certeiro, Blake lança uma rajada de vento que empurra os insetos e o homem, que foge.

Depois de sair do hospital, Cuervo se reune com Rosario, Blake, Magnum e Kabah, que aparece de última hora com uma informação valiosa. Lembrou-se de um antigo rito que permitia a fusão de duas almas despertas, que combinariam também suas capacidades mágicas. As conjecturas começam. Harry informa Magnum de que existe uma Jezebel nos registros do estado de Massachussets, e que ela teve um filho, chamado Thomás, antes de morrer. Justamente como no enredo da novela, mas em 1813. Depois de saber das baratas assassinas, Rosario tem um palpite: um Scelesti.

Enquanto Blake e Cuervo saem juntos a noite tentando encontrar pistas, e se deparam com um corpo putrefato numa lixeira, com um diário pessoal escrito em alemão, Magnum resolve sair para se embebedar. E é já no Consulado, no final da noite, que uma figura aparece com uma alexandrita na mão. E Magnum sente que perdeu algo muito precioso antes de adormecer.

E no fim desta agitada noite, em que Blake depois de se despedir de Cuervo resolve jantar, encontra ninguém menos que o homem que o atacou jantando com a Primeira Dama. Ele é convidado a se sentar na mesa. O homem é Thomás, agora bonito e elegante, um perfeito cavalheiro. É acionista majoritário da Viacom. Porém, sua cortesia só dura até Evita e sua séquito sairem. Ele procura deixar claro que quer Blake e os outros longe de seus assuntos.

23 de Setembro de 1952

Enquanto Blake e Cuervo tentam voltar um pouco ao normal, indo trabalhar, Magnum se vê as voltas quando percebe uma fraqueza e um sangramento. O médico do consulado não diagnostica nada. Magnum segue para ver Orfeu que é categórico: sua alma foi roubada. Enquanto Orfeu sai para pegar remédios, é Thomás quem entra na sala. Tortura Magnum, espremendo a alexandrita em seus dedos. E exige dele três favores. O primeiro: destruir Luciano. Entre tomar remédios e injeções para se sentir melhor, Magnum ainda arruma tempo de almoçar com Manitou, Magreb e Rosso, os Matadores de Mortos. Ele se vê sem saída, e pede ajuda deles para concretizar as ordens de Thomás.

Na reunião entre os três e Rosario, os pontos vão se ajustando. São possibilidades. É possível que a novela canalize a energia dos telespectadores para algum feitiço. É possível que Thomás seja O Thomás, filho da Jezebel histórica. É possível que ele esteja tentando invocá-la, para depois se fundir com ela. Os Magos resolvem procurar Luciano, e tentar extrair dele informações, ainda mais depois que Magnum conta o que está acontecendo com ele. Luciano iria dar uma festa à meia-noite daquele dia. Rosario e Blake tinham sido convidados, e levariam Cuervo. Magnum iria com Manitou.

Blake e Cuervo seguem então para a reunião de acionistas da Viacom. É lá que Thomás faz a sua proposta: aumentar as taxas de publicidade no horário de “Jezebel”, além de implantar uma reprise a tarde. Há discordância. Thomás é derrotado na votação. No corredor, Cuervo finalmente convence Luciano a colaborar, depois de explicar o que Thomás planeja. Na sala, Blake diz que considera Thomás um desafio. “Eu não sou um desafio, meu caro. Eu sou um Trabalho de Hércules”, responde Thomás. “E você NÃO é Hércules”, acrescenta.

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Dan_Marques

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